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Para que uma transportadora seja competitiva no mercado e consiga prestar seus serviços, é necessário ter um controle de combustível, de reposição de peças, manutenção e dos pneus.

E toda empresa que trabalha com frota própria sabe que os custos com pneus é alto. Por isso, a gestão de pneus é fundamental, para que não haja grandes prejuízos. E para desempenhar uma boa gestão, é primordial que se saiba o que significa e ter conhecimento sobre os conceitos técnicos dos pneus.

Você sabe o que é gestão de pneus?

A gestão de pneus baseia-se na administração dos pneus de uma frota, feito através de monitoramento do rendimento e durabilidade dos pneus, visando organização no aspecto financeiro e auxiliando as tomadas de decisão da empresa.

Possuir um plano de gestão permite que o rendimento dos pneus seja mais efetivo, reduz custos com manutenção das peças e aumenta a segurança dos veículos. Detectar prováveis falhas ou danos na estrutura com antecedência previne acidentes ou avarias, permitindo também aumentar a vida útil dos pneus.

Fazer um acompanhamento periódico possibilita ter um plano de manutenção dos pneus e da frota em geral, aumentando a existência dos pneus e de outros componentes dos caminhões. Ter um controle das informações coletadas pode auxiliar consideravelmente nas tomadas de decisão da empresa, assim como contribuir com a segurança dos veículos e da carga a ser transportada, possibilitando também uma melhoria na sistematização dos estoques de pneus da corporação.

Tipos de pneus

Os tipos de pneus mais comuns no mercado são: diagonal, diagonal cintado e radial.

  • Pneu diagonal: muito comum nos anos 1970, o pneu diagonal vem diminuindo, mas ainda é encontrado em alguns veículos. É feito com várias lonas de nylon e um par de talão, normalmente possui cintas amortecedoras de nylon.


  • Pneu diagonal cintado: esse tipo de pneu dispõe de uma carcaça de lonas de nylon, com cintas que possuem cabos de aço de baixa angulação. Essas cintas enrijecem a área da banda de rodagem e proporcionam maior resistência a cortes, danos e impactos.

  • Pneu radial: atualmente é o mais utilizado, desde em veículos de passeio até para transporte. Esse pneu contém uma lona com cabos que correm de talão a talão no sentido do raio da circunferência. O pneu radial tem um pacote de cintas de aço que enrijecem a carcaça, dando estabilidade às manobras e fazendo com que os costados sejam flexionados de forma adequada. Os pneus radiais possuem maior maleabilidade e, portanto, maior vida útil, melhor aderência ao piso, maior maciez e menor atrito durante o rolamento do veículo.

Estrutura dos pneus

A estrutura dos pneus possui diversos componentes formados por vários tipos de aços e de compostos de borracha.

A maioria das partes do pneu é feita por meio de calandragem (compressão da borracha através de rolos) ou extrusão (compressão da borracha através de moldes que dão o formato aos componentes).

A estrutura é muito complexa e tem diversos elementos. Confira a seguir todas as partes de um pneu (fonte: Michelin)


1. Revestimento Interno

Uma camada de borracha sintética hermética ao ar. Ela se encontra no interior do pneu e substitui a antiga câmara de ar.


2. Carcaça

A carcaça é uma estrutura flexível formada por fios têxteis embutidos em borracha, que formam arcos retos e se enrolam no aro do talão do pneu. Sobre a carcaça se colocam as demais lonas e capas de borracha que formam o pneu.
Suas funções são:

- Suportar a carga e a velocidade com ajuda da pressão;
- Participar na estabilidade e no conforto;
- Participar no rendimento e na eficiência energética do pneu.
- Numa carcaça de pneu de carro, existem 1400 cabos e cada um pode resistir a uma força de 15 kg.


3. Zona Baixa

Seu papel é transmitir a potência do motor do veículo na aceleração e na frenagem, desde a roda até a área de contato com o solo.


4. Aro do Talão

É a parte do pneu que o conecta e se ajusta à roda. O aro do talão é formado por um cabo de aço inextensível de onde se enrola a lona da carcaça.
Suas funções são:

- Fixar o pneu na roda;
- Vedar o pneu;
- Transmitir a potência do motor do veículo nos esforços de aceleração e frenagem.
- O aro pode suportar até 1800 kg sem risco de ruptura.


5. Flanco Externo

O flanco é a região compreendida entre a banda de rodagem e os talões do pneu. Ele representa a altura do pneu e suas funções são:

- Suportar a carga;
- Suportar as constantes flexões mecânicas;
- Oferecer resistência às agressões;
- Participar na estabilidade e no conforto.
- As informações sobre as características do pneu podem ser encontradas no flanco externo.


6. Lonas de topo

O revestimento, feito de cordas de aço conectadas à borracha, posicionam-se sobre a carcaça formando um cinturão que garante a resistência mecânica do pneu à velocidade e à força centrífuga.

As lonas que formam o cinturão se cruzam obliquamente e se posicionam uma em cima da outra. O cruzamento de seus fios com os da carcaça formam triângulos indeformáveis, que garantem a rigidez do bloco de topo.

Estas capas possuem um papel muito complexo, pois devem ser bastante rígidas em dois aspectos:

- No sentido da circunferência do pneu, para não sofrerem deformação causada pela força centrífuga e para controlar perfeitamente o diâmetro do pneu, independentemente das condições de uso;
- No sentido transversal, para resistir aos esforços de deriva. Mas, ao mesmo tempo, também precisam ser muito flexíveis no sentido vertical para “absorver os obstáculos”.


7. Lona Zero Graus

As Lonas Zero Graus são revestidas de borracha e têm como principal função ajudar a manter a forma original do pneu quando o veículo está rodando em alta velocidade, proporcionando assim, maior equilíbrio do veículo. Elas também proporcionam maior resistência a cortes, choques e perfurações na banda de rodagem, além de promoverem um desgaste mais uniforme do pneu. São chamadas assim porque o sentido destas lonas é o mesmo sentido de rodagem dos pneus.

O revestimento, feito de cordas de aço conectadas à borracha, posicionam-se sobre a carcaça formando um cinturão que garante a resistência mecânica do pneu à velocidade e à força centrífuga.

As lonas que formam o cinturão se cruzam obliquamente e se posicionam uma em cima da outra. O cruzamento de seus fios com os da carcaça formam triângulos indeformáveis, que garantem a rigidez do bloco de topo.

Estas capas possuem um papel muito complexo, pois devem ser bastante rígidas em dois aspectos:

No sentido da circunferência do pneu, para não sofrerem deformação causada pela força centrífuga e para controlar perfeitamente o diâmetro do pneu, independentemente das condições de uso;
No sentido transversal, para resistir aos esforços de deriva. Mas, ao mesmo tempo, também precisam ser muito flexíveis no sentido vertical para “absorver os obstáculos”.


8. Banda de Rodagem

A parte do pneu que fica em contato direto com o solo é formada por uma camada de borracha com uma série de ranhuras que dão origem ao desenho da escultura do pneu.
Suas funções são:

- Dar aderência em solo seco e molhado;
- Dar durabilidade e resistência ao desgaste e às agressões;
- Participar na baixa resistência ao rolamento;
- Participar no conforto acústico (sonoridade em rodagem);
- Proporcionar maior controle do veículo e conforto ao dirigir.



Nomenclatura básica dos componentes do pneu

Como se identifica um pneu? O pneu é identificado pela nomenclatura que vem gravada no seu flanco ou costado. Essa nomenclatura traz informações importantes, tais como:

- Nome do fabricante, marca e tipo de construção
- Dimensões, índice de carga
- Desenho do pneu, calibragem máxima, uso ou não de câmara de ar


Largura do pneu

O número indicado é 245/45, por exemplo. Indica a largura da seção do pneu medida de flanco a flanco (lado a lado), expressa em milímetros (245 mm). O segundo número fornece a percentagem da altura do costado (lateral) em relação à largura (45%).


Tipo de construção

Uma letra R indica que é um pneu de tipo radial. A informação tubeless (sem tubo, em inglês) indica que é um pneu sem câmara.


Diâmetro

Esse código indica o diâmetro total do aro em polegadas (por exemplo, o número 20 indica um diâmetro de 20 polegadas).


Índice de carga

O índice de carga informa o peso máximo que o pneu pode suportar em sua pressão máxima de calibração. O número indicado é um código e não o real valor de carga. Uma tabela de conversão permite conhecer o peso exato de carga máxima do pneu. Se o código 8 estiver gravado no pneu, isso equivale a uma carga máxima de 580 kg.


Índice de velocidade

O índice de velocidade é fornecido na forma de código alfabético (de A a Z) e informa a velocidade máxima que o pneu pode rodar.

Fonte: SEST/SENAT

Mais informações sobre como ler um pneu nesse link: https://pt.wikihow.com/Ler-um-Pneu


Gostou do artigo? Na próxima semana vamos falar mais sobre escolha, uso e manutenção dos pneus. Não perca!

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