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Os pneus são extremamente importantes no veículo, por isso a gestão deve ser feita para evitar quaisquer prejuízos não desejados e trazer benefícios para a transportadora.

Além disso, os pneus de um caminhão estão atrelados a vários sistemas que, em conjunto, são fundamentais para uma boa performance do veículo. Junto do sistema de suspensão, os pneus absorvem os choques e irregularidades do asfalto. Em conjunto com o sistema de direção, os pneus são fundamentais para a boa dirigibilidade do veículo. E ainda há o sistema de freio, outro ponto onde os pneus atuam, permitindo frenar e parar o veículo.

Portanto, no post de hoje abordaremos a escolha dos pneus para a sua frota, assim como o uso e manutenção.

Escolha dos pneus

Os pneus são as únicas peças do veículo que têm contato direto com o asfalto, e como já dissemos anteriormente, são peças fundamentais no veículo. Por isso a escolha dos pneus deve ser feita de forma criteriosa.

O que o comprador deve se atentar ao adquirir novos pneus:

• Pneu correto: de forma geral, melhorias na vida/valor do pneu são obtidas quando se escolhe o melhor pneu que se adapta ao equipamento.

• Suporte de carga: o pneu escolhido deve ter o tamanho adequado e a carcaça ser resistente para transportar o índice máximo de carga requerido pelo serviço.

• Adequação ao solo: é importante escolher um pneu com desenho de tração para superfícies macias e escorregadias, e um desenho de tração rocha para áreas com alta exposição a cortes, etc. Deve ser o pneu mais adequado ao tipo de solo.

Dicas para seleção dos pneus

Diversas marcas possuem inúmeros tamanhos, modelos e tipos de desenhos e dos fabricantes vem as melhores informações e indicações sobre qual tipo de pneu utilizar em cada caminhão.

Os melhores resultados são obtidos quando se monta, num mesmo veículo, conjuntos completos de pneus radiais e diagonais. No entanto, as montagens mistas não provocarão nenhum problema de operação do veículo - como desgastes irregulares dos pneus, do sistema de direção ou de freio - se as seguintes precauções forem observadas:

• Jamais montar pneus de construções diferentes num mesmo eixo.

• Em veículos motores que possuam dois eixos de tração, não montar pneus de construções diferentes.

Uso correto e procedimentos

Primeiramente, veja na tabela a seguir os benefícios econômicos na manutenção dos pneus:

Pressão de ar adequada

O uso dos pneus com calibração correta é primordial, pois uma pressão adequada traz os seguintes benefícios:

• Melhora a segurança, otimizando a manobra e controle do veículo;
• Aumenta a vida útil;
• Diminui o consumo de combustível e emissão de gases poluentes de escapamento;
• Reduz os riscos de acidentes.

A pressão de ar correta pode ser encontrada através de uma consulta à tabela de carga/pressão disponibilizada pelos fabricantes de pneus nos seus manuais e sites da marca.

*Atualização

Dica importante:

Para que a pressão de ar do pneu esteja sempre correta e evitar vazamentos, é importante verificar a válvula, o bico e a tampa do pneu. Esses itens são responsáveis por manter o ar circulando normalmente dentro do pneu.

Com o tempo de uso, a umidade e até urina de animais podem desgastar mais rapidamente os bicos através de corrosão e ressecamento. Por isso, a recomendação é que eles sejam trocados toda vez que houver a substituição de pneus.

No interior do bico há uma válvula, que é responsável por controlar a entrada e a saída da pressão. Apesar de ter um funcionamento aparentemente simples, ela pode ter seu funcionamento prejudicado por resíduos e sujeira como grãos de areia, graxa ou óleo.

Até a água pode ser responsável por danificar o sistema presente no pneu. É aí que entra a importância da tampinha, pois ela inibe a entrada de substâncias na válvula, além de impedir que o ar interno saia caso o bico apresente mau funcionamento.

Dessa forma, reforçamos que caso perceba que a pressão de ar está sempre baixa, o problema pode ser vazamento na válvula do pneu.

Rodízio de pneus

Os pneus dianteiros e traseiros dos veículos trabalham com cargas e frenagens diferentes e, por isso, sofrem desgastes desiguais. Para aumentar a vida útil e o desempenho dos pneus é essencial realizar o rodízio.

O rodízio consiste em trocar a posição dos pneus dianteiros e traseiros, garantindo que cada pneu passe o mesmo período de tempo nas posições de maior desgaste. Dessa maneira, todos os pneus do veículo desgastam-se igualmente.

Alinhamento

As rodas dianteiras de um veículo devem manter-se paralelas durante a rodagem e perfeitamente apoiadas no solo, para serem obtidas melhor estabilidade do veículo e maior vida útil dos pneus. Isso é possível se os parâmetros de alinhamento estiverem com seus valores dentro das especificações do fabricante do veículo.

Os elementos importantes no processo de alinhamento são:

Caster: ângulo formado pela inclinação longitudinal do pino mestre ou da linha imaginária que passa pelos pivôs em relação a um plano vertical. Esse ângulo é o que permite retorno das rodas dianteiras à sua posição inicial, depois de uma curva.

Se o ângulo caster estiver irregular e sua inclinação não for correta para as duas rodas dianteiras, o veículo tende a sair para o lado cuja roda estiver mais atrasada, provocando o arrastamento da roda e, consequentemente, reduzindo a vida útil do pneu.

 

King pin: ângulo formado pela inclinação transversal do pino mestre (king pin em inglês). Esse ângulo tem a função de reduzir o esforço de direção nas manobras de estacionamento e de diminuir no volante as repercussões provocadas em trajetos irregulares.

Se esse ângulo não estiver de acordo com as especificações, pode ocorrer uma variação na geometria do sistema de direção.

A linha de centro do KPI (King Pin Inclination) é a mesma do Caster, mas no Caster a visão é lateral.

Cambagem: ângulo da inclinação da roda em relação ao solo (plano vertical). As rodas devem estar perpendiculares ao solo para que não haja desgaste irregular nas laterais dos pneus.

Convergência e divergência: durante a marcha em linha reta do veículo, é indispensável que haja um perfeito paralelismo tanto entre as rodas dianteiras como entre as traseiras, para que os pneus não sofram arrastamentos.

Balanceamento

O balanceamento de rodas consiste em procurar o equilíbrio ideal do conjunto pneu e roda por meio da fixação no conjunto de contrapesos de chumbo. Esse procedimento é fundamental para o conforto na condução do veículo e no seu desempenho. É possível perceber que o veículo precisa de balanceamento quando se sente muitas vibrações no volante, no piso do carro, no painel e até mesmo nos assentos, dependendo da velocidade.

O balanceamento das rodas ajuda a minimizar o desgaste desigual e a estender a vida útil dos pneus. As rodas devem ser balanceadas normalmente a cada 10.000 km rodados, mas isso pode variar de acordo com as recomendações do fabricante.

Os pneus e as rodas devem também ser balanceados quando for feito o rodízio de pneus e quando forem colocados pneus novos nos veículos e em casos de acidentes ou impactos em buracos grandes ou asfaltos muito desregulados.



Inspeções de manutenção

Outras inspeções são recomendadas para assegurar a conservação dos pneus em bom estado. Assim é importante realizar a inspeção visual dos pneus para observar os seguintes aspectos:

• A presença de desgastes irregulares nos pneus, ou o surgimento de vibrações;

• Analisar a banda de rodagem para detectar eventuais desgastes anormais, perfurações, deformações ou objetos estranhos presos na borracha;

• Avaliar os flancos, para observar eventuais cortes, rachaduras ou quebras por choques (devido a buracos, meio-fio, obstáculos etc.), o desgaste por raspagem contra o meio-fio (guias) e outras formas de avaria que podem ser provocadas durante o uso;

• Verificar a profundidade do desenho (frisos/sulcos) da banda de rodagem dos pneus, regularmente. Recomenda-se que os sulcos não tenham profundidade restante inferior a 1,6 mm. Este é o limite máximo de desgaste permitido, senão a substituição dos pneus é obrigatória.

Leia mais: Profundidade mínima dos sulcos de pneu: legislação, como medir e mais

Quando os veículos rodam em estradas de chão ou em más condições de conservação do pavimento, é aconselhável trocar os pneus antes de atingirem o limite estabelecido, em função da maior vulnerabilidade a cortes na banda de rodagem, o que pode danificar a carcaça do pneu e comprometer a segurança do veículo.

Fonte: SEST/SENAT
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