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Como já tratamos em publicações anteriores, os pneus empregam grande relevância numa empresa com frota própria. Além do papel fundamental, a gestão dos pneus proporciona diversos benefícios. Mas e no momento de descartar um pneu? O que deve ser feito?

A decisão de descartar e de reformar pneus é de suma importância na empresa. A reposição de pneus representa um alto custo e, portanto, a transportadora deve decidir quando comprar ou reformá-los, e escolher qual tipo de reciclagem a adotar. Ainda, a empresa precisa ter uma postura ambientalmente responsável, evitando deixar os resíduos de sua operação jogados na natureza.

Critérios para o descarte de pneus

A vida útil de um pneu é limitada. Boas condições de manutenção e de uso podem contribuir para aumentá-la, mas haverá um momento em que os pneus precisam ser descartados, pois não existe mais possibilidade de reforma. As situações relacionadas a seguir exigem o descarte definitivo dos pneus:

• Separação de lonas além dos limites de reparo;
• Separação de rodagem que não pode ser removida durante a raspagem 30;
• Talo quebrado, amassado, torto;
• Oxidação excessiva em função da exposição prolongada do pneu no tempo;
• Pneus diagonais que tiveram desgaste excessivo atingindo o corpo de lonas;
• Pneus radiais que tiveram desgaste expondo as cintas de aço, a não ser que a cinta protetora seja removida e as cintas estabilizadoras não estejam danificadas;
• Rachadura circunferencial nos sulcos;
• Qualquer sinal de contaminação com produtos petroquímicos;
• Quebra radial;
• Cordonéis aparentes nas lonas internas, evidenciando que o pneu rodou com baixa pressão ou sobrecarga;
• Danos não reparáveis no liner e no talo em pneus sem câmara;
• Quebra por flexionamento ou por impacto.

O que diz a legislação?

A Resolução nº 416 de 30 de setembro de 2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente explicita que para cada pneu novo comercializado para o mercado de reposição, as empresas fabricantes ou importadoras deverão dar destinação adequada a um pneu inservível. O pneu inservível é o pneu usado que apresenta danos irreparáveis em sua estrutura, não se prestando mais à rodagem ou à reforma. É válido ressaltar que pneus abandonados, além de provocarem sérios problemas ambientais, especialmente quando queimados ao ar livre com emissões tóxicas, são depósitos de mosquitos que causam doenças como a dengue.

Conserto e reforma de pneus

A reforma de pneus de automóveis é um processo no qual um pneu usado recebe novas bandas de rodagem, após passar por uma análise minuciosa de sua carcaça. Reformar pneus constitui-se numa opção econômica, segura e ecologicamente correta.

Em síntese, os processos de reforma de pneus de caminhão são dois: recapagem e recauchutagem.

• Pneu Recapado: o pneu recapado é aquele que tem sua banda de rodagem (parte do pneu que entra em contato com o solo) substituída.

• Pneu Recauchutado: a banda de rodagem é retirada. Entretanto, a nova banda tem uma área de cobertura maior do que a usada no pneu recapado, chegando a cobrir os ombros do pneu, isto é, a junção entre a banda de rodagem e parte da lateral dos pneus.

Um pneu reformado de forma apropriada é comprovadamente tão seguro quanto um pneu novo e tem também durabilidade semelhante à de um pneu novo. Isso ocorre porque a banda de rodagem substituída é feita com produtos específicos para este fim, e é integralmente vulcanizada à carcaça do pneu. A vulcanização é um processo químico que permite que a borracha do pneu fique mais resistente.

Devemos lembrar que os aros ou rodas não devem, sob qualquer hipótese, ser consertados ou reformados.



Descarte e reciclagem dos pneus

O pneu descartado na natureza leva um tempo médio de 600 anos para se decompor, sem contar que pode trazer problemas de saúde, como foco para o mosquito Aedes aegypti e de outras doenças.

Se for queimado, o prejuízo é muito sério também, pois libera uma fumaça com vários poluentes tóxicos, como carbono e enxofre, que poluem o ar da atmosfera.

Existem várias formas de descartar um pneu inservível. Uma delas é devolver ao seu fabricante para que ele possa reaproveitar a borracha.

Além da opção de devolver ao fabricante, você pode descartar em um posto de coleta, que tomará as providências adequadas para o pneu.

Vejamos alguns procedimentos que podem ser feitos com pneus inservíveis:

Recuperação

A recuperação consiste na simples trituração dos pneus e moagem dos resíduos, reduzindo-os a pó fino. Os pneus recuperados têm dois usos mais comuns:
• A mistura com asfalto para a pavimentação de vias e pátios de estacionamento.
• Como insumo para a produção de cimento.

Regeneração ou desvulcanização

A regeneração é feita por vários processos — alcalino, ácido, mecânico e vapor superaquecido. Na regeneração os resíduos passam por modificações que os tornam mais plásticos e aptos a receber uma nova vulcanização

A borracha regenerada de pneus pode ser empregada na fabricação de muitos artefatos, como tapetes, pisos industriais e quadras esportivas, sinalizadores de trânsito, rodízios para móveis e carrinhos. Também é utilizada na recauchutagem de pneus, no revestimento de tanques de combustível e como aditivo em peças de plásticos, aumentando-lhes a elasticidade.

Para acompanhar de forma adequada todas as atividades necessárias a uma boa gestão de pneus na empresa, recomendamos estabelecer um programa de gestão de pneu informatizado. Esse programa ajudará o gestor a tomar as decisões, fornecendo informações em tempo contínuo e atualizadas.

Saiba mais:

A ABR (Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus) traz informações importantes sobre o reúso desse tipo de produto, no site http://www.abr.org.br/. Consulte-o e se atualize sobre o assunto.

Fonte: SEST/SENAT

Gostou do artigo? Na próxima semana vamos falar mais sobre escolha, uso e manutenção dos pneus. Não perca!

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